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 "Perguntas"

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baka~
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MensagemAssunto: "Perguntas"   Sab Dez 20, 2008 12:13 pm

PERGUNTAS

Cap. 1

Domingo, dia de festa na casa de Emily. Vão Gabi, Diego e Felipe. Todos vão assistir um bom filme de terror:
- Vamos lá... Temos Jogos Mortais 3, O Sexto Sentido, Resident Evil 3... – Pergunta Emily.
- Vamos ver Resident Evil?! – Diz Gabi.
Todos concordam, e assistem o filme. Ouvem-se os gritos de susto da garota que pediu o filme primeiro, pelo quarteirão inteiro, mas tudo bem... Na metade do filme:
- Vou no banheiro... – Diz Gabi meio “mole” por causa dos sustos.
Ela se levanta e vai para o banheiro. Ao puxar a descarga, sem mais detalhes, acontece um apagão, ela dá um grito ensurdecedor e vai apalpando a parede para achar a maçaneta. Mas estava emperrada, ela começa a chamar os outros. Diego, Felipe e Emily vão “socorre-la”. Dentro do banheiro, ela olhava para o espelho fixamente esperando eles, ela molha o rosto quente e quando volta a olhar o espelho da um grito realmente amedrontador. Conseguem arromba-la. Gabi estava no chão com uma cara assustada e pálida. Diego ao vê-la no chão com a luz do luar que entrava pela janela e vai socorrer. Emily procura lá mesmo, no banheiro, uma vela nas gavetas. Acha umas três. As acendem com fósforos que também acharam na gaveta. Felipe abre a torneira, molha sua mão e espirra água na cara de Gabi, que “recobra a consciência”:
- Você ta bem? – Pergunta o jovem.
- E-eu... Tinha alguém ali!!
Aponta para o espelho. Os três olham. Emily sabia que não poderia ser uma brincadeira da garota por que ela estava com os olhos literalmente arregalados. Ela começa a analisar o banheiro, ao encostar no espelho ela da um pequeno gemido:
- T-tem alguma coisa aqui, não é, Emily? – Pergunta Gabi.
- Be-bem... – Olha para o rosto assustado dela. – Acho que... Não... Não tem nada.
Da um sorriso tentando disfarçar sua mentira.



primeiramente, o capitulo n°1 é apenas uma introdução, os próximos capitulos são maiores. espero que gostem dela ^-^
eu escrevi essa fanfic, com outros personagens, mas eu tive que adaptar por causa de um "rolo" que deu aqui.
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Sab Dez 20, 2008 4:14 pm

Adorei *.*

Quem será que estava no espelho? A Bloody Mary? Razz
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baka~
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Sab Dez 20, 2008 6:38 pm

KSAPOSKPOAKSPOAKSA você verá :}
amanhã '-'
"continua no próximo capítulo" XD
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Sab Dez 20, 2008 6:39 pm

baka~ escreveu:
KSAPOSKPOAKSPOAKSA você verá :}
amanhã '-'
"continua no próximo capítulo" XD

Fico á espera *.*
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baka~
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Dom Dez 21, 2008 7:46 pm

Cap. 2

Lá no quarto, Felipe procurava lanternas. Acharam algumas:
- Bem... O jeito é esperar tua mãe chegar, Emily. – Felipe, comentando a ida da mãe de Emily ao supermercado.
- Que sem graça. – Diz Gabi.
- Vamos fazer alguma coisa amedrontadora já que estamos no clima? – Diz Diego.
- Eu aceito. – Emily que adora esse tipo de coisa.
Todos acabam topando:
- O que vamos fazer então? – Pergunta Felipe.
- Bem... Tem gente aqui que tem cada sonho maluco. – Diz Emily olhando para Gabi.
- O que foi? – Gabi.
- Conta aquele sonho que você teve.
Na hora Gabi recua, mas...:
- Ai, ta vai... Foi o seguinte: Alguém que não lembro o rosto pergunta para quatro pessoas, três homens e uma mulher, qual é o seu maior medo. Era... Sei lá... Uma sombra. Só lembro que ele tinha o cabelo vermelho... Usava uma roupa suja e rasgada. Quando perguntou pro primeiro homem ele demoro pra responde, mas disse:
- "Eu tenho medo da morte.".
Ele o deixou na cadeira onde ele tava sentado e foi pro próximo pergunto a mesma coisa. Ele disse:
- "Não tenho medo de nada."
Ele o deixou sentado. O outro disse:
- "Tenho medo da dor."
E por último a mulher:
- "Tenho medo... De perder quem eu amo."
No final do sonho o primeiro foi morto pelo Ruivo. O segundo... Foi morto também. O terceiro... Bem, ele... O Ruivo lhe concedeu... A vida eterna, ele sem entender se sentiu... Sei lá, importante... Saiu se debochando resmungando sobre “Um dia eu serei como ele.”.
- Mas e a mulher...? – Perguntou Diego.
- Não sei quem era ela...
- Não, criatura...
- Eu sei... O que aconteceu com ela, né?
- É...
- Espera ela apareceu depois disso:
Ai o cara tava na casa dele... A mulher dele tinha chegado mais tarde... Tipo umas 2 da manhã. Ele, achando que ela tinha o traído ou algo do gênero começou a bater nela, de ficar roxa, ela chorava muito... Ai ele saiu de casa deixando ela no chão toda machucada. Quando ele ia atravessar a rua um ônibus, sem ninguém dentro (só o motorista) o atropelou e foi muito forte. Ele ficou todo mutilado no chão
ensangüentado...
- E como ele tem a vida eterna... Só vai sentir a maior dor existente, e por um bom tempo... – Emily.
- Exato. Ele se levantou e começou andar. As pessoas achavam... Sei lá, né? Todo desconjuntado... Ele sentiu muita dor... Eternamente... Ai voltando pra mulher... Ela havia dito "Tenho medo de perder quem amo." e o Ruivo disse “Todas as pessoas que temem a dor... Vão sofrer e morrer mesmo que não tenham medo de nada.” na hora a mulher não entendeu, mas depois ela se tocou e quando o Ruivo acabou de dizer
ele fechou os olhos da mulher e quando ela abriu ela tava deitada na cama com um uma criançinha do lado dela, que eu acho que era sua filha. Quando eu acordei, eu tava com muita dor no peito e não me mexia muito bem, tava com o corpo fraco e por isso que eu não fui no colégio aquele dia.
- Nossa... – Diz Diego.
Ficam parados ser ter o que dizer um para o outro até que:
- To com fome... – Diz Felipe.
- To com sede... – Concorda Emily.
Eles descem as escadas, menos Diego e Gabi, para beber e comer:
- Afinal... O que você viu no banheiro, hein? – Pergunta Diego.
- Tinha um garoto olhando pra mim com a cara toda sangrando!
- Sei... Cresce, garota.
Gabi um tanto perturbada retruca:
- Então por que você perguntou?
- Porque queria saber se você tinha a cara de pau de mentir de novo.
Em quanto brigavam alguém subia as escadas lentamente, nenhum dos dois percebeu:
- Eu morrendo de medo e você fica falando que é mentira...
- Estressada.
- Sou mesmo!
Ao terminar essa frase os dois percebem que tem alguém como se tivesse as esperando na porta. Eles olham. Soltam um grito horripilante e correm para o canto do quarto. Tinha alguém na porta, um garoto. Roupas esfarrapadas, cabelo ruivo, umas mechas longas e outras curtas. Gabi gritava como nunca. Na cozinha, Emily e Felipe saíram correndo para ajuda-los. Quando começaram a subir a escada o garoto da um sorriso cínico para os jovens assustados e se vai, desaparecendo aos poucos. Ao chegarem no quarto Gabi estava no chão tremendo e com Diego em pé ao seu lado. Ao por os pés dentro do quarto, Emily, se sente terrivelmente mal. Felipe percebendo, pergunta:
- Emily, você ta bem? O que foi?
- Sim, não é nada não... Besteira minha.
Emily se senta e se vira para o relógio que só estava ligado, pois era de pilha. 17h34 marcava lá. Havia um também no corredor...
- Espera... Esse não estava ai!!
Todos olham para ela:
- O que? – Diego.
- Nunca vi aquele relógio na minha vida!
Vão examiná-lo. Marcava 17h34:
- Nossa... Já? – Diz Felipe.
- Pois é... O tempo passa... – Concorda Gabi que já se recuperara.
- Passa? Acho que não... – Discorda Emily... – Olhei no relógio do meu quarto à alguns minutos atrás e ele marcava 17h34.
- E daí? Pode ta quebrado, oras... – Gabi.
- Dois relógios quebrados? – Emily apontando para o outro relógio. Parado.
- Bem... – Pausa. – Pode ser, nunca se sabe! – Pausa novamente, Gabi lembra que estava com um relógio de pulso. Vê as horas e se assusta. 17h34:
- Ta... Isso ta começando a me assustar. – Diz Diego.
Voltam pro quarto com esperança de que se esperassem alguns minutos eles veriam 17h37, por ai...:
- Ta bom, né? – Pergunta Felipe que havia contado os minutos.
Quando olham se assustam novamente. 17h34:
- Droga! O que tem esses relógios! – Grita Gabi.
- Deu uma dor de cabeça do nada. – Felipe.
- Quem liga pra sua dor de cabeça? – Diz Gabi, realmente irritada.
- Valeu, hein?
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Dom Dez 21, 2008 9:11 pm

Awww, adorei *.*

Escreves muito bem ;D

Que estranho os relógios terem parado... O.o

Será que aquele rapaz parou o tempo? O.O
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Seg Dez 22, 2008 9:21 am

Cap. 3

Se sentam ali mesmo, no corredor. Diego se assusta com alguma coisa algum tempo depois, mas sem nenhum motivo aparente. Olha para Felipe e cochicha:
- Felipe... Eu... Eu... To com dor de cabeça também...
Emily que estava perto aparentou-se mais assustada ainda. Também estava com esta dor. Gabi sem ter escutado Diego disse:
- Felipe! Também deu uma dorzinha na cabeça.
Emily, Diego e Felipe só não gritam porque não queriam pagar esse mico. Se olham. Gabi percebeu que estavam assustados. Quando ela ia perguntar o que tinha falado de errado todos simplesmente desmaiam. Ao acordar, Emily, põe a mão na cabeça, resmunga uma dor na cabeça e se levanta. Levantada começa a se observar:
- Que porcaria de roupa é essa?
Estavam vestidos com um traje de época!! Ela acorda todos. Não só as roupas, mas a casa também mudara. Esta estava inteira decorada com móveis antigos. Gabi olha para a janela do quarto de Emily. No céu a dança das nuvens negras indicava a vinda de uma tempestade monstruosa:
- O que esta acontecendo... – Diz baixinho a garota inconformada.
- Isso realmente não é comum... Quem trocou as nossas roupas!? – Pergunta Diego.
- Você ficou ridículo com essa roupinha de alfaiate!
- ...O que?
- Nada não...

Alguns minutos depois, a tempestade que há pouco, apenas ameaçava, agora se fazia presente. Começaram a andar pela casa. Todos os móveis se encontravam nas mesmas posições que os de antes, só haviam mudado a aparência. De tudo ali presente, havia apenas uma coisa diferente... Havia um quarto trancado:
- A gente vai ficar quanto tempo trancado nessa casa velha? – Reclama Diego.
- Pode aparentar ser velha, mas ainda é minha casa! E não há nenhum problema nela... Por enquanto... – Emily.
- Mas... Pra que isso? O que isso significa? – Pergunta Gabi.
- Não sei, né?
- ... – Gabi aparentando desapontamento.
Mais tarde eles ainda esperavam por nada. A tempestade piorara:
- Eu vou no banheiro... – Diz Gabi pela segunda vez.
Emily tenta impedi-la, mas... Acaba sem ter o que dizer. No banheiro a garota pensava sobre o que acontecia. Tentava juntar os poucos fatos que haviam acontecido. Ao sair do banheiro perguntou para todos:
- Vamos arrombar aquela porta? – Se referindo ao quarto trancado.
- Por mim... Até vai ser interessante. – Diz Diego abrindo um sorriso.
Concordam e vão arromba-la. Mas era muito resistente e não conseguiram. Então foram para a sala para cochilar um pouco... Todos conseguiram pegar no sono, menos Gabi. Esta se levanta e vai em direção ao quarto trancado. Lá ela fica encarando-o como se fosse adiantar em alguma coisa. Num ato literalmente ridículo ela tenta girar a maçaneta e... Espera...:
- A porta abriu?! – Sussurra Gabi entrando no quarto.
Era o quarto de uma criança, uma menininha. Ela começa à observar o quarto tão bem decorado. Havia muitos retratos, Gabi curiosa foi ver se encontrava a dona do quarto nos retratos. Em alguns dos retratos faltava o rosto de uma pessoa. Era como se alguém tivesse cortado as fotos com um pequeno canivete. Uma foto perfeita, deixando um buraco preto. O rosto que faltava pertencia à uma criança. Uma garotinha adorável e ruivinha. Gabi ficou até sem graça de estar no quarto dessa criança, pois ela devia ter feito algo ruim para ter seu rosto recortado. A jovem apagou a luz e saiu do quarto. Ao fechar a porta ela escuta um grito vindo de dentro do quarto, o grito de terror de uma garotinha. A mão de Gabi permanece na maçaneta. Não soltava, era contra sua vontade. Quando Emily sobe para ir ao banheiro vê Gabi daquele jeito e vai perguntar:
- Éé... Você ta bem?
Gabi estava gelada e com a expressão pálida. Ainda estava assustada com o grito:
- Oi..? Terra chamando Gabi!
Gabi “acorda” e olha para Emily:
- E-e-mily!!??
- É, né...
- Você o-ouviu o grito?
- Sim.
- Ainda bem... Pensei que eu estava ficando louca...
- Gabi?
- Hã?
- Preciso te contar uma coisa...
Elas vão para um cantinho e Emily começa:
- Sabe aquela hora que você falou que viu alguma coisa no espelho?
- Sei.
- E você lembra que eu sou médium, né?
- S-Sim...
- Tinha alguma coisa ali sim... Só não sei o que... Não pude ver nem ouvi, mas senti alguém atrás de mim... E quando você e o Diego gritaram e nós fomos até vocês.... E-Eu...
- Você?...
- Eu vi uma criança... Vocês não podiam vê-la, mas eu podia... Era uma criança com cabelos ruivos, com mechas umas maiores que as outras...
Gabi parara de respirar no momento que ela começou a descrever sua visão. Não podia estar mentindo, por que ela não havia dito sobre o menininho, como ele era...
- Foi isso que você viu?
- S-Sim...
- Isso não é bom... Podemos nos meter em encrencas se isso for mais além...
- Eu sei...
- Mas não se preocupe... A gente vai sai dessa. - Diz Emily com um sorriso no rosto.
Gabi retribui o sorriso:
- Mas... O que você estava fazendo com a cara grudada naquela porta?
- Eu entrei no quarto...
- Você o que?
- Eu entrei... Eu simplesmente virei a maçaneta e abri... Não tem explicação!!
- Nessa altura... Eu vou ter que acreditar...
- Mas é sério...
- Como era lá dentro...
- Era um quarto de uma criança, uma meninha... Todo cor-de-rosa e decorado com bonecas de porcelana. Tinha também muitos retratos, mas todos haviam uma mesma criança com o rosto recortado da foto... O garoto que nós vimos devia ser parente ou algo assim, por que ela tinha cabelo ruivo...
- Pode ser... Mas... Por que ela teria o seu rosto recortado?
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Ter Dez 23, 2008 9:00 am

Cap. 4

Depois de minutos em silencio, Felipe e Diego acordam e sobem as escadas em encontro com as garotas:
- O que vocês tão fazendo acordadas? – Pergunta Diego com os olhos quase fechando.
- Éé... – Começa Gabi.
- Nada. – Termina Emily.
Gabi até que tenta, disfarçadamente, perguntar o porquê, mas disfarça:
- A gente tava com insônia e resolvemos ficar aqui... – Gabi desviando o olhar.
Felipe não demonstra, mas percebeu na hora que as garotas mentiam. Resolveu ficar quieto. Os jovens não se falaram até de manhã. De manhã, Gabi, ainda querendo saber por que Emily não quis dizer para os garotos sobre as coisas que haviam acontecido, foi atrás dela:
- Eu fiz isso por que eles iam atrapalhar...
- Mas... Só nós duas não vamos conseguir!
Emily sempre queria fazer tudo sozinha, sem depender de ninguém:
- Deixa de ser assim! Nem tudo você vai poder fazer sem ajuda!
- TA ENTÃO CONTE PRA ELES!
- ÓTIMO!
- ÓTIMO!
E assim Gabi foi falar com os garotos. Emily estava inquieta... Não parava de se mexer... Até que Felipe apareceu:
- Comece...
- Começar o que?
- A explicar por que desde que Gabi viu algo no banheiro você esta estranha e nervosa...
Emily ficara em silencio... Não tinha o que fazer sem não contar:
- Tem... Alguma coisa aqui...
- ...Sabia...
- Como?
- Eu sabia que tinha alguma coisa, um espírito por aqui... – Emily não responde. – Eu sei sobre coisas que nem mesmo vocês sabem...
- Vocês?
- Sim, eu também vi o quarto e também ouvi algo, mas não foi um grito.
- O-o que foi?
- Risos.
- Risos? Como assim?
- Risos... Risos irônicos e perversos... Este homem estava matando alguém.
Emily arregala seus olhos, mas depois encara-o profundamente:
- H-homem?
- É... Os risos eram de um homem...
Lá em baixo, Gabi já havia contado tudo que acontecera para Diego, este estava ansioso:
- Vocês já falaram para o Felipe?
- O Felipe esta la em cima... Se não me engano Emily deve ter contado...
- Ótimo... – Abre um grande sorriso.
Eles sobem e se encontram com Felipe e Emily:
- Emily, você contou não é?
- Sim.
Quando Felipe ia falar à respeito com Gabi:
- Queria saber... – Começa Diego.
Todos o olham:
- Queria saber se vocês... Querem jogar um joguinho... – Em seu rosto pálido se estende um sorriso enorme e amedrontador.
Emily na hora se tocou:
- Eu vou matar esse desgraçado! – Pensou.
- Por mim tudo bem... Nada como um joguinho para tirar o tédio... – Gabi.
- Por mim... – Felipe.
Emily olhando para o chão...:
– T-ta...
Diego pega um papel e escreve números, letras e as palavras “Sim” e “Não”. Gabi reparara em que jogo iam jogar:
- DIEGO! – Todos olham-na. – NÃO VOU JOGAR ESSE JOGO!
-Vai sim. – Olham assustados para Felipe. – Você vai jogar, por que senão você vai morrer.
Gabi gela:
- O-o que?
- “As pessoas que estiverem no local onde esta sendo jogado e sem a mão no copo, poderá perder a vida.” Esta é uma das regras do jogo do copo.
Gabi nunca tremera tanto. Ela olha para o chão e num tom triste diz:
– Ta... Eu vou jogar.
Após alguns minutos montando o tabuleiro, Diego, pergunta:
- Podemos começar? – E pega um copo.
- Anda logo com isso! – Resmunga Emily.
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Qua Dez 24, 2008 9:19 am

Cap. 5

A tensão era grande, Gabi estava apavorada:
- Fique tranqüila! Vai dar tudo certo! – Diego.
Gabi respondeu com um sorriso, mas este logo saiu de seu rosto. Diego respirou fundo, fechou os olhos e disse:
- Se houver algum espírito entre nós, manifeste-se agora.
O coração de Emily e de Gabi quase saltou para fora. Ninguém piscava os olhos. Estavam todos vidrados no copo, mas nada aconteceu. Felipe relaxou seu corpo quase caindo pra frente:
- É... Que bom que nada aconteceu... – Bufou ele.
- Veja! – gritou Gabi, apontando para o copo com a outra mão. – Ele esta se mexendo!!
E realmente estava:
- Diego... – Emily o olhou nos olhos achando que ele estava mexendo o copo.
Mas este estava com os olhos tão abertos de surpresa que ela logo acreditou. O copo foi diretamente para a palavra SIM. Todos ficaram em absoluto silencio. Emily deu um sorriso e disse:
- Temos um convidado, pessoal.
Gabi branca feito um copo de leite:
- Pe-pergunte o nome dela ou dele!?
- Ta.
E Diego perguntou o nome do visitante do além. Movendo o copo pra lá e pra cá, as letras formaram o nome ELLIOT. Pouco a pouco Gabi foi perdendo o medo. Todos estavam abismados com aquilo. Depois do nome, Diego perguntou a idade dele. Movendo o copo ele respondeu 5:
- Que novinho! É uma criança! – Exclamou impressionada.
- Qual é sua cor de cabelo, Elliot? – Perguntou Felipe, que tomou a atenção de todos.
Ele respondeu que era ruivo. Felipe olhou para Emily, ela também ficara impressionada:
- E-elliot? – Começou Gabi.
Todos a olharam assustados, a garota não perguntou nada deste que começara o interrogatório:
- C-como você morreu?
Todos petrificaram. O copo começou a se mover: “Morri assassinado pelo meu pai.”:
- Mas... P-por que ele fez isso? – Perguntou Gabi com aparente dó.
“Ele se defendeu.”. Ninguém havia entendido:
- Elliot... Antes de continuar... – Interrompeu Felipe. – Queria saber se você é um espírito do bem?
Quase engoliram o copo pelos olhos. Diego ajeitou o copo sobre o circulo e todos aguardaram a resposta. Ninguém se quer respirava. E o copo se mexeu. A resposta foi... NÃO:
- GABRIELLA! NÃO TIRE SUA MÃO DO COPO! – Grita Felipe prevendo a próxima ação da garota.
Esta estava com os olhos literalmente esbugalhados e tremia como uma doente. Emily também tremia, pensou em tirar a mão do copo, mas lembrou da regra dita pelo Felipe. Diego ia fazer a mesma coisa que Emily, mas também lembro da regra. Já Felipe não tirava os olhos do copo:
- V-você morreu... Tentando.... Assassinar o seu pai, não é? – Pergunta Felipe que havia previsto isso.
SIM. Gabi já não agüentava mais. Estava literalmente nervosa:
- Elliot... Se tirarmos as nossas mãos do copo... – Pergunta Diego aparentando calma. – Você ira nos matar?
NÃO. Gabi nunca se sentira tão feliz antes. Mas quando iam tirar a mão do copo ele começou a mexer novamente. “Depois eu faço isso.”. A jovem a esta altura perdera a pressão e tudo escurecera por um segundo, mas logo voltou, antes de cair no chão desmaiada. Assim eles tiraram a mão do copo, este quebrou em mil pedaços:
- Isto não foi a melhor idéia que você teve, Diego. – Acrescenta Emily.
- Claro que foi! – Felipe. – Elliot devia morar nesta casa...
- Ele não disse nada disso... – Questiona Gabi.
- Eu sei... Mas os espíritos mortos em um assassinato permanecem no local...
Emily pensava muito. Ela queria ter perguntado mais coisas para Elliot, mas estava com medo de sua reação... Perguntas se formavam nas cabeças dos jovens. Quando de repente as luzes apagam, e voltam num piscar de olhos. Os jovens sentiram o sangue gelar pelas veias. Tudo que eles menos precisavam naquele momento era de escuridão. Mas a luz já havia voltado. Diego, que estava sentado no chão como todos, se apoiou em umas das mãos para levantar. Este solta um gemido de dor:
- O que foi? – Pergunta Gabi preocupada.
- Essa droga de copo quebrado furou minha mã-
O garoto olha para a mesinha onde estavam o tabuleiro e um pedaço mais inteiro do copo quebrado. Este pedaço se mexia, de uma letra para outra formando: “Qual é seu maior medo?”. Eles, no exato momento, olharam para Gabi. Ela estava pálida. O sonho era real? Após uma noite de angústias o dia amanhece. Gabi nem respirava direito, depois de tudo que aconteceu ela tremia muito:
- Emily... – Pergunta a garota.
- O que?
- Tem algum cômodo da sua casa que você já sentiu alguma coisa antes de tudo isso?
- A cozinha.
- Como foi?
- Eu tava fazendo lanche de madrugada, e eu ouvi uma menina gritando... Só isso.
- E.... Tem algum cômodo que você nunca entrou aqui...
- O sótão.
- Ta... Valeu.
- De nada.
Gabi sobe as escadas. No corredor se encontrava a porta para o sótão. Ela olhava e pensava, pensava no medo. Uma garota que tinha medo do próprio medo. Este era a resposta para a pergunta de Elliot. Mas Gabi era uma garota que enfrentava seus medos e assim deixava de tê-los. Como o medo de escuro e o medo de altura. E assim ela entrou no sótão. Lá nada de interessante, por enquanto. Procurava algo que pudesse esclarecer alguma coisa. Estava tudo muito escuro, ela estava com uma lanterna. Quando de repente a lanterna para de funcionar:
- Filha da... – Deu-lhe um tapa e funcionou.
Ela começa a mexer nas coisas que tinham lá. Caixas e mais caixas.... Só havia caixas ali?:
- Uugh!! Que nojo!!! – Aponta a lanterna para um monte de ossos de ratos no chão. – Melhor eu andar logo com isso, vai que os companheiros venham pro funeral!
Quando aponta sua lanterna para frente vê um quadro todo empoeirado. Ela vai se encaminhando para frente para ver. Quando ela vê a figura pintada ela põe sua mão na boca num ato de não gritar. Na pintura havia um garoto matando um homem a facadas. A pintura era feita com uma tinta diferente, vermelha... A garota logo deduziu, sangue. Ela corre para fora do sótão... Ainda tremendo, foi escorregando levemente para o chão:
- Você ta legal? – Pergunta Diego que vira Gabi sair correndo do sótão.
- E-eu? Claro!!
- O que você estava fazendo ai?
- Nada...
- ... – Faz uma cara de cachorro pedindo comida. Gabi, obviamente, não resistiu.
- Eu... Estava vendo se havia alguma coisa interessante lá no sótão...
- Encontrou alguma coisa? – Pergunta Diego.
- S-sim... Havia um quadro...
- Legal! O que tinha pintado nele?
- O Elliot matando o pai dele.
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Sex Dez 26, 2008 9:09 am

Cap. 6

Emily, na cozinha, estava resmungando. Pensava andando de um lado para o outro. Felipe entra na cozinha para tomar um copo de água:
- Assustada?
- Claro que não...
- O que então...?
- Nervosa... Só isso...
Felipe da um pequeno sorrisinho. Lá em cima...:
- E-eu to com medo, não sei se vamos sair daqui tão cedo.
Diego... Vai para mais perto da jovem... Esta fica corada:
- Relaxa... Eu prometo proteger você! – Da um sorriso.
Gabi retribui com um sorriso. Na cozinha, ninguém falava até que Felipe foi guardar a garrafa de água na geladeira. O copo de cristal, cheio de água, foi “empurrado” da mesa para o chão fazendo um barulho de vidro se quebrando. As luzes se apagam e acendem rapidamente. O copo estava inteiro no chão. Os dois ficam olhando para o copo:
- Era pra te quebrado... – Argumenta Emily.
As luzes piscam novamente. No instante que piscam na frente dos jovens aparece um vulto com uma faca e um rosto assassino. Emily da um grito. Gabi e Diego ouvem. Vão descer as escadas, mas Gabi é puxada pra dentro do quarto da garotinha e é trancada la dentro:
- DIEGO! ME TIRA DAQUI!
Diego não podia se mexer, pois estava apavorado. Na porta escorria sangue:
- DIEGO!
Diego rapidamente se esquece da porta e a arromba:
- Você esta bem?
- EU QUERO IR EMBORA! – A menina puxou o garoto pra longe do quarto e descendo as escadas para se encontrar com os outros. Todos juntos, se conversa sobre tudo o que aconteceu:
- Droga... Não to entendendo mais nada... – Emily.
- É... Eu acho que nós... – Diego.
- Acho que nós...? – Felipe.
- Devíamos jogar de novo.
Gabi se levanta em um pulo:
- NÃO! SE FIZERMOS ISSO DE NOVO ELE VAI NOS MATAR!
- Acontece, Gabi... – Diz Felipe. – Que pode ser que outro espírito venha falar com a gente... E se o pai de Elliot vier conversar conosco?
A menina concordou logo após ouvir isso, mas ainda estava desconfiada... Na mesma sala onde haviam feito o ritual primeiramente, Diego começou:
- Se houver algum espírito entre nós, manifeste-se agora.
Foi respondido imediatamente, o copo se moveu para em cima da palavra SIM:
- Elliot, é você? – Perguntou Felipe.
O copo moveu-se para NÃO. Ficaram apreensivos. Mas foram em frente e perguntaram:
- Quem é você?
Formou-se o nome STEVEN. Quando o copo parou ficaram muito assustados. Pela primeira vez, todos estavam nervosos. Suas mãos tremiam:
- S-steven, você conhece Elliot? – Pergunta Gabi.
SIM:
- E... Ele é o que seu? Amigo?
“Não, é meu filho.”. No rosto de Felipe abriu-se um sorriso desafiador:
- Steven... Poderia nos dizer por que seu filho te matou?
“Meu filho matou-me por diversão.”
- Entendo. E como ele morreu, você sabe?
“Eu tentei desviar-me da faca em suas mãos. Eu estava com uma lixa de metal nas mãos, eu era artesão, e estava trabalhando. Ele esfaqueou minha perna com toda sua força, eu assustado sem saber que era ele, bati a lixa em sua cabeça. Com a força, abriu-se uma pequena rachadura, jorrava sangue. Ele morreu primeiro que eu. Morri depois de meia hora por causa de hemorragia.”
- Sinto muito pelo o que aconteceu... Um filho matando seu próprio pai deve ser uma experiência terrível.
“Pior foi o fato de ter matado ele com minha defesa.”
- Eu realmente sinto muito.
“Se sente mesmo vocês fariam uma coisa por mim?”. Todos gelaram, ficaram se olhando, até que:
- S-sim, Steven. Pode falar.
“Meu filho ainda me causa dor e sofrimento. Ele se tornou um espírito poderoso e impiedoso. Vocês poderiam destruí-lo por mim?”
- Como ele lhe causa dor?
“Os espíritos, meu jovem, podem fazer as mesmas coisas que vocês, vivos. Só que eles não fazem barulhos, não para os seus ouvidos pelo menos. Elliot esta torturando os espíritos aqui presentes por duas semanas.”
- D-duas semanas?
“Sim. Eu morri a duas semanas.”. Como morreu à duas semanas? Isso aconteceu a anos! Se fosse a duas semanas havia tido noticias nos jornais!:
- Como você morreu à duas semanas? – Pergunta Gabi abismada.
“Esqueceram que vocês estão com roupas antigas? Esqueceram que a casa mudou seus móveis? Vocês voltaram no tempo.”:
- Você fez isso conosco? – Pergunta Diego nervoso.
“Sim. Só vocês poderiam destruir meu filho.”
- Por que nós? O que temos de tão especial? – Pergunta Emily.
“Você.”. Todos olham para Emily, ela estava com uma cara de interrogação:
- A Emily? – Perguntou Felipe, levemente nervoso.
“Sim, os antigos donos da casa onde a garota mora, esta casa, não tinham um médium entre eles.”. Todos começavam a encaixar as coisas:
- Legal... Como exterminamos o moleque? – Perguntou Diego resolvendo as coisas.
“Vocês terão que fazer um ritual. Emily terá que pronunciar algumas palavras para paralisarem o espírito de Elliot.”:
- A gente vai ver ele? – Gabi assustada.
“Sim, vocês poderão vê-lo. E então Emily terá que jogar água benta nele.”
- A água vai atravessar o Elliot... – Conclui Diego.
“As palavras de Emily travarão ele neste mundo.”
- E só isso? Joga água benta e só? – Gabi.
“Não. Vocês terão que por fogo no quarto que esta sempre trancado.”
- Por que?
A mesa deu uma leve tremida e o copo demorou a se mexer. Steven não gostou muito da pergunta de Gabi:
- Desculpe. – Disse a menina.
“Só que vocês terão que se proteger.”
- De Elliot? – Emily.
“Sim, ele vai tentar possuir um de vocês.”. Todos engoliram em seco:
- Como faremos isso?
“Simples. Apenas façam uma cruz com água benta no peito de vocês.”:
- Ta... Faremos isso, Steven!
“Eu que agradeço, meus jovens. Estou muito feliz com a decisão de vocês.”. Não podiam ver o rosto de Steven, mas imaginaram ele sorrindo:
- Ta... Tchau... – Diego.
“Até mais.”. E assim eles tiraram suas mãos do copo:
- Gente boa esse Steven, né? – Diego.
- É. – Emily.
Felipe e Gabi estavam quietos. Parecia que não tinha concordado com os outros. Por alguma razão eles desconfiavam de Steven.
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MensagemAssunto: Re: "Perguntas"   Sab Dez 27, 2008 10:51 am

Cap. 7

- Desculpa pedir isso de novo, mas... – Interrompeu Diego. – Será que podíamos jogar de novo?
- O QUE? DE NOVO? – Grita Gabi.
- É-é que... Eu queria falar com Elliot...
- Chega desse jogo... Não precisamos mais falar com Elliot. – Felipe.
- Ta...
Mais tarde estavam todos preparados. Já haviam pego a água benta e se protegido:
- Vo no banheiro. – Disse Gabi.
- Já vamos começar...
- Se eu não voltar em 5 minutos podem começar.
Ela subiu as escadas e disse para si mesma na frente da porta do sótão:
- Eu vou entrar! – Com disposição.
Ela pega uma lanterna e entra. Lá ela vai direto para a pintura feita com sangue. Recua um pouco, mas decide pega-la pela primeira vez. A poeira que havia no quadro caiu. Gabi agora conseguia ver a lixa de metal que Steven usou para se defender de Elliot. E para a surpresa da garota, atrás do quadro havia um baú. Deixou o quadro no chão e abriu o baú. Nele havia muitas coisas. Um violino, um monte de jornais, roupas, uma tesoura e um punhado de cabelo. Gabi impressionada começa a mexer nas coisas. O violino estava todo quebrado. As roupas eram de uma garotinha, devia ser a dona do quarto. A tesoura estava toda enferrujada. O punhado de cabelo pertencia a alguém ruivo. E assim ela foi ler o que estava escrito no jornal. Na sala, Emily já tinha acabado os preparativos para o ritual. Dava para ver Elliot, ele aparentava estar assustado e com medo. A jovem já havia começado a dizer as palavras. Quando esta ia jogar a água benta no espírito...:
- EMILY! NÃO!
Empurra Ariel, que deixa cair a água no chão:
- O QUE VOCÊ QUER, SUA IDIOTA?
- Não jogue essa água nela!
- Nela? – Pergunta Felipe.
- STEVEN! EU SEI QUE VOCÊ ESTA AI! VAMOS! APAREÇA!
Aos poucos um espírito “novo” vai aparecendo na sala, era Steven:
- EU SEI DE TUDO, SEU ASSASSINO!
Todos totalmente espantados ficaram olhando para Steven, que aparentava muita raiva:
- Seu idiota desprezível! Eu sei tudo o que você fez!
- Gabizinhaa... Não irrite isso aii! – Fala Diego olhando atentamente para Steven.
- Afinal... O que aconteceu? – Pergunta Emily.
- Esse cara... Matava mulheres por pura diversão!
A tensão era gigantesca:
- À um ano, esse cara vem matando mulheres por diversão... Então as mulheres dessa vila, cortaram seus cabelos para poder se parecerem com homens. A identidade do assassino era desconhecida. Um dia, Kelly Dawson, esposa de Steven Dawson, foi para cortar o seu cabelo.
Felipe já começava a entender as coisas:
- Quando voltou para casa, foi atacada pelo assassino. Ele usou uma faca para mata-la. Toille Dawson, filha do casal, com medo, correu para seu quarto, pois o assassino queria mata-la também. Ela num ato de desespero ela cortou seu cabelo, como suas mão eram pequenas e a tesoura grande, umas mechas ficaram maiores e outras menores. Quando o assassino conseguiu abrir a porta ele acidentalmente pisou no violino da garota, quebrando-o. Como Toille era pequena conseguiu desviar dele, correndo para a cozinha. Ela gritava muito, tanto no quarto como na cozinha. Lá o assassino tropeçou deixando a faca cair no chão. Ele tentou se apoiar na mesa, mas a mesa foi junto com ele pro chão. Na mesa havia um copo.
Gabi olha para Emily, esta se lembra do acontecimento na cozinha de madrugada:
- Toille pegou a faca e correu para o jardim, onde seu pai tinha uma pequena oficina, pois era artesão. O assassino pegou uma lixa de metal e quando ele ia bater na cabeça da garota, ela enfiou a faca em sua perna, mas o assassino conseguiu bater na cabeça da criança. Logo os dois deixaram esse mundo. Agora eu pergunto... Quem era o verdadeiro assassino, Steven?
O espírito ficara furioso:
- Mas... Quem era Elliot então? – Pergunta Diego.
- Você não percebeu? – Felipe. – Inverta o nome Elliot.
- T-o-i-l-l-e.
- Exato. Para disfarçar sua filha, Steven, trocou o nome dela por um masculino. E foi ele que falou conosco naquele dia, não Elliot. E pensar que Toille ainda tentou nos avisar... – Diz Gabi. O sentimento de culpa espeta seu coração como uma agulha. – Ela gritou no quarto e na cozinha para que nós ouvíssemos... O copo caindo no chão... Os risos assassinos de Steven no quarto dela... O quadro... E todas as outras provas!
- Ela pintou aquele quadro? – Perguntou Emily.
- Não sei... Mas no quadro é visível a expressão de pavor de Toille e o rosto assassino de Steven. E o próprio quarto dela...
- E as fotos? – Interrompeu Diego.
- Steven cortou o rosto de Toille em todas as foto para não assemelhar-mos ela com Elliot. – Responde Felipe.
- O quarto dela também havia pistas de sua inocência... Não podia ser de Elliot, por que o quarto era de uma garotinha! Nós erramos, Toille, nos desculpe. – Diz Gabi se ajoelhando na frente da garotinha.
Toille deu um sorriso grande e gratificante. Gabi arregala os olhos e se lembra que Steven aparecerá ao lado direito da garota. Gabi vira seu rosto para o lado direito e vê Steven com uma cara amedrontadora. Todos ali sentiram seu extinto assassino:
- GABI! SAI DAÍ! – Grita Diego.
A garota sai correndo para atrás do jovem. Emily começou a sussurrar umas palavras. Logo já entendiam o que dizia:
- “Espírito das trevas...” – Começou.
Steven percebendo o que iria dizer, arregalou os olhos e foi com sua mão esquerda direto para o pescoço de Emily. Felipe pegou a garota por traz levando-a para mais longe do espírito, fazendo ela parar de falar:
- Continue, Emily! Rápido!
- “Espírito das trevas...” – Começou baixo e foi aumentando o tom de voz. – “Paralise neste mundo para que passamos... MANDA-LO PARA O SEU DEVIDO LUGAR!!”
Steven parou. Diego que estava atrás do espírito pegou um pedaço do copo que tinha um pouco de água benta e tacou nele. Deu para ouvir o grito aterrorizante do assassino. E assim se foi. Todos se olharam. Quando Gabi olhou para frente viu Toille sorrindo, feliz com a vitória. Foi até ela:
- Você pode falar?
A menina fez um sinal de afirmação com a cabeça:
- Sim... Eu posso. – Sua vós era fina e sincera.
- Prazer, Toille! – Estendeu a mão, esquecendo que se tratava de um espírito.
- Ela não pode te tocar, Gabi... Ela é um espírito lembra? – Disse Diego se levantando.
Toille deu um sorriso e estendeu a mão, mesmo não podendo tocar na mão de Gabi:
- Vocês me salvaram, eu estou muito feliz!
- Toille... – Começou Emily chamando a atenção da criança. – Por que seu pai queria destruir você?
A garotinha deu um sorriso e explicou:
- Uma alma boa e pura é mais poderosa que uma assassina e mentirosa. Ele queria livrar-se de mim porque eu era mais poderosa mesmo não parecendo. Também por que ele queria vingar-se de mim por tê-lo matado. Eu impedia que ele trouxesse vocês para anos atrás... Mas dessa vez eu não pude impedi-lo.
- Ah! Quase ia esquecendo... Aquele sonho da Gabi tem alguma coisa haver com isso aqui, né? – Pergunta Diego.
- Sim, o sonho dela foi um aviso meu. O ruivo que matou os homens era meu pai.
- E a mulher... Era sua mãe não é? – Perguntou Gabi.
- Certamente. Ela me amava muito, tinha medo de me perder. O jornal não conta, mas tem muitas outras coisas por trás de tudo isso. Antes de matar a vitima, meu pai perguntava “Qual o seu maior medo?”... A maioria respondia da morte, da dor ou de nada. Quando ele perguntou para minha mãe ela disse “Perder quem eu amo.” Após dito meu pai matou-a rindo. Logo depois o espírito dela falou comigo... Disse que se eu desistisse ali, o meu pai ia continuar matando. Eu sabia que iria morrer, mas eu queria morrer salvando vidas, então eu o matei. Hoje, eu e minha mãe sofríamos por causa de meu pai, pois ele nos torturava, até agora pelo menos. – Ela olha para Gabi que se sentia mal por ter medo... Do medo. – Você é generosa.
Gabi olha para a jovenzinha com um ar de duvida:
- As pessoas generosas temem perder seus amigos. Você, como todos aqui, temem perder quem amam, isso os deixaram fortes...
- O que você esta falando? – Diego.
- Esta garota teme ter medo na hora que seus amigos precisarem de você. Diego jurou protege-la. Felipe sempre estava preocupado com todos. Emily, mesmo sempre aparentando só pensar nela, ela demonstrava grande amizade por vocês, pois ela não teria chamado vocês para uma festa na casa dela se não gostasse de vocês. Isso é ser forte. Isso é deixar de ter medo. E é essa a resposta para a pergunta.
- Entendi... Somos amiguinhos felizes e inseparáveis... Mas como a gente volta pra nossa época? – Diego.
- Como vocês me ajudaram, eu ajudarei vocês.
- Você ficara bem? – Pergunta Gabi preocupada.
- Claro. – Sorrindo.
Gabi, novamente esquecendo que se tratava de um espírito, foi abraça-la. Diego ia lembra-la de novo que era um espírito, mas... Para a surpresa de todos, até de Toille... Gabi conseguiu abraçar a garotinha. Toille, levemente assustada, não recusa o abraço e aperta Gabi retribuindo o favor que eles fizeram para ela.




Cap. 8

Gabi abriu os olhos para se despedir de Toille:
- Adeus, Toille!
- A-adeus...?
- DIEGO??
Todos estavam em cima da cama do quarto de Emily, com as imagens do filme Resident Evil passando na TV. Emily estava sentada em cima de alguma coisa, um tanto dura... Quando olha para baixo vê Felipe literalmente amassado:
- E-e-u não consigo respirar!!!
- Desculpe!! – Diz Emily saindo de cima dele.
- O-brigado. – Diz Felipe com um sorriso no rosto.
- Acabou? – Pergunta Gabi atordoada.
- Acabou. – Responde a amiga.
- Nossa... Então ta, né? – Diz Gabi já esquecendo que quase morrera. – Essa coisa toda me deu uma vontade de ir no banheiro.
- Você só faz isso da vida? – Pergunta Diego.
Gabi vai embora sem ligar para o garoto. Emily e Felipe riem. Felipe pega um livro e da pra Emily:
- O que é isso?
- As regras do jogo do copo... - Sorri.
Gabi no banheiro, olhava para o espelho fixamente, ela molha o rosto quente e quando volta a olhar o espelho vê Toille sorrindo com seu violino na mão e tocando uma linda música.




FIM

Parece ridículo, mas esta história foi bazeada em fatos reais. O sonho que Gabriella teve logo no começo da fic, foi um sonho que eu tive. Até os sintomas aqui ditos pela garota aconteceram comigo, como dores no peito e fraqueza nos músculos. Espero que tenham gostado da história. Só para finalizar...
“Qual seu maior medo?”
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